Anonymous, 17 – USA

I have cut myself since I was twelve. I can’t remember the reason why I did it the first time. Maybe it is because my brother died when I was eleven. Or maybe it is because I can’t remember ever not being depressed. I deeply hate myself. Even around friends, I feel so alone and insecure. I am obsessed with seeing scars. Now, my legs are scarred and my wrists too. In the past, I ended up in hospital several times because of this nasty habit. But cutting takes the pain away well enough. No matter what coping method I’ve tried, this one seems to always work for me. I really want to quit. I do. I keep trying to promise friends that I’ll quit but I always break that promise. Since my parents don’t know that I do it, it’s a bit more difficult to get the help that I want and need to get. I know some of my friends cut themselves too. I know what to look for. But, we don’t talk about it anymore. It is shameful. I don’t just cut myself when I am sad. Sometimes, I just want a release from whatever I am at that time feeling.

I haven’t cut myself in a month and I think I never will again. But, I feel the urge to.

I know there are a lot of people who feel shame admitting they do this and I just want to share my story so hopefully others won’t feel alone.


Anônimo

Desde os doze anos, me corto. Não consigo me lembrar porque fiz isso pela primeira vez. Talvez porque o meu irmão tenha morrido quando eu tinha onze anos. Ou talvez porque eu sempre tenha estado em depressão. Me odeio profundamente. Mesmo ao redor de amigos, sinto solidão e insegurança. Tenho obsessão por ver cicatrizes. Atualmente, minhas pernas e pulsos têm cicatrizes. No passado, fui parar no hospital diversas vezes por causa desse péssimo hábito. Mas fazê-lo ajuda bastante com a minha dor. De todos os métodos que tentei, esse parece funcionar sempre para mim. Eu gostaria de parar, de verdade. Tento prometer aos amigos que vou fazê-lo, mas sempre quebro essa promessa. Já que meus pais não sabem que faço isso, fica mais difícil conseguir a ajuda que eu quero e preciso. Sei que alguns dos meus amigos também o fazem. Sei reconhecer bem. Mas não falamos mais sobre isso. É embaraçoso, mas não me corto somente quando estou triste. Às vezes, só desejo me libertar do que quer que esteja sentindo naquele momento.

Faz um mês que não me corto, e acho que não o farei mais. Mas sinto vontade.

Sei que há muitas pessoas que tem vergonha de admitir que fazem isso, por isso queria compartilhar a minha história para que outros não se sintam tão sós.
Translated by Vinicius Freire